quarta-feira, 15 de fevereiro de 2012

MOMENTO DE REFLEXÃO!!




Faleceu a dona de uma das vozes mais lindas que já ouvi. Whitney Houston cantava musicas românticas dançantes e também louvava a Deus. Tinha louvores belíssimos que demonstrava seu temor a Deus. Whitney ainda criança participou do coral de uma igreja batista que freqüentava e logo seu talento foi descoberto para os palcos do mundo.

Refletindo sobre as causas que a levaram a ter um fim trágico, percebi o quanto somos frágeis diante dos golpes do inimigo, tão somente por abrirmos brechas. Tantas vezes nos desviamos da presença de Deus por vaidade, orgulho, rebeldia, por aspirações de fama, dinheiro, poder e prestígio...Queremos provar e sentir do mundo algo que jamais ele dará..PAZ DE ESPÍRITO..Do que adianta ganhar o mundo todo e perder nossa alma para as drogas, para o álcool, por uma aventura extra conjugal, pela mentira, por comportamentos contrários ao que Deus espera de nós. A vida é tão passageira. A VIDA É UM SOPRO. E tudo que fizermos aqui colheremos na eternidade.

O salmo 90.9 diz tão bem: "...acabam-se os nossos anos como um breve pensamento". A nossa vida passa "como um suspiro". Quanto mais velhos ficamos, mais rápidos parecem transcorrer os anos, pois cada um deles torna-se uma parcela sempre menor de nossa vida. E isso volta a nos lembrar que nossa vida é limitada, que o tempo que passamos sobre a terra tem um fim. Foi isso que levou Moisés a suplicar ao Senhor: "Ensina-nos a contar os nossos dias, para que alcancemos coração sábio" (Sl 90.12). Que tipo de sabedoria Moisés pedia? Penso que foi a sabedoria de viver a vida de uma maneira que ela tenha valor diante de Deus...Que seja útil!!

Lendo sobre a trajetória de Whitney, percebi que ela Viveu o auge do sucesso, teve os aplausos e reconhecimentos humanos, ganhou muito dinheiro e fama. Mas, também experimentou o gosto amargo da solidão, das criticas e dos vícios. E Deus onde estava em sua vida? Ela sempre o louvava, dizia que Ele a libertará de suas trevas e desilusões, que Jesus a alcançou e a salvou..Ela lutava contra sua carne pecadora. Em Mateus 11.28-30 Jesus disse: "Vinde a mim, todos os que estais cansados e sobrecarregados, e eu vos aliviarei. Tomai sobre vós o meu jugo e aprendei de mim, porque sou manso e humilde de coração; e achareis descanso para a vossa alma. Porque o meu jugo é suave, e meu fardo é leve."...Ela achava esse descanso N’ele, não duvido disso. O louvor acima mostra o anseio de uma alma que é essência do seu criador, mas que se deixou ser vencida pelas desilusões de um mundo cruel e desumano. Um mundo que é entregue ao maligno.

Que aproveita ao homem ganhar o mundo inteiro, se vier a perder-se ou a causar dano a si mesmo? Lucas 9:24, 25.

Acredito que nossa vida depende de nossas atitudes e escolhas. Se estivermos focados em Deus, procuraremos onde estivermos viver uma vida direcionada por sua palavra. A luta é diária, pois os ataques também são. Orai e vigiai..O espírito está pronto, mas a carne é fraca..E essa carne nos faz tropeçar e muitas vezes nos joga em laços de morte.

Meus irmãos, não importa o que vocês queiram, tenham ou desejem ser. Entrega o teu caminho ao Senhor. Que suas atitudes sejam sempre focadas na palavra de Deus. Se teu olho te faz tropeçar, não precisa arrancá-lo, mas desvie-o do mal, se são teus pés, mãos, palavras, anseios, faze-o mesmo. Não permita que algo venha contaminar tua comunhão com o criador e te afaste do dom precioso que é a vida eterna. 

Na paz daquele que é, que era e há de ser!!

Teresa Mesquita

ESPAÇO CURIOSIDADE


Religião desenvolve auto-controle e paciência, diz estudo


Um estudo desenvolvido pela Universidade de Queen, no Canadá demonstrou que a religião pode desempenhar um papel prático sobre o pensamento. Entre as características comportamentais atribuídas a quem pratica a religião, está autocontrole, paciência e habilidades para lidar melhor com o desconforto.

  • bíblia


    O estudo, que foi publicado na revista Psychological Science, ligada à associação norte-americana de Ciência Psicológica, foi realizado pelo psicólogo Albert Lee e professores da Universidade Queen, Jill Jacobson e Li-Jun Ji.
        Em uma atividade prática em que os participantes tiveram que desembaralhar sentenças contendo palavras com orientação religiosa, pôde ser verificado que a influência de ideias ligadas à religião mostrou melhores resultados de autocontrole.

       Os participantes tiveram que desembaralhar sentenças formadas por cinco palavras. Algumas frases versavam sobre temas religiosos, e outras não.

      Depois de reconstruírem as sentenças, os voluntários realizaram várias tarefas que exigiam autocontrole, como ficar em situação desconfortável, retardar o recebimento de gratificações, exercer paciência e refrear respostas impulsivas. Aqueles que desembaralharam as frases com conteúdo religioso demonstraram significativamente maior autocontrole.

"Até agora, eu acreditava que a religião era uma questão de fé, as pessoas tinham pouco uso prático para ela”, disse o pesquisador Kevin Rounding em um comunicado. "Esta pesquisa sugere que a religião realmente pode ser a uma função muito útil para a sociedade".


    Outro experimento que demonstrou o nível de esforço e controle pessoal foi a que orientou os participantes a beber porções de uma bebida de gosto desagradável, sem ser revelado o que era exatamente. Para cada onça de bebida, seria pago um centavo, de acordo com o jornal Toronto Sun.

“Esse número foi usado como medida do auto-controle, com o aumento do consumo representando o esforço e auto-controle pessoal.

    Os pesquisadores puderam auferir que no grupo de pessoas expostas a uma religião, as pessoas beberam sete copos de suco de laranja com vinagre. Já aqueles em um grupo neutro beberam uma media de quatro copos.

   "Nossa descoberta mais interessante foi que os conceitos religiosos são capazes de realimentar o autocontrole depois que ele foi consumido por outra tarefa não-relacionada", interpretou Rounding.
"Em outras palavras, mesmo quando nós prevíamos que as pessoas seriam incapazes de exercer autocontrole, depois de completar a tarefa relacionada à religião eles desafiaram a lógica e foram capazes de se controlar", completou. 

      Os resultados dos testes permitiram que o estudioso concluisse que há uma relação entre a religião e as atividades práticas.

"Esta pesquisa realmente sugere que a religião serve a uma função muito útil na sociedade. As pessoas podem se voltar para a religião não apenas buscando a transcendência, por medo da morte e pela vida após a morte, mas também para questões práticas", concluiu.

quinta-feira, 2 de fevereiro de 2012

MOMENTO DE ADORAÇÃO!!






Ao nosso Deus digno de todo louvor, seja dada honras e glórias por suas infindas misericórdias..

Louvemos ao Senhor..

Jesus te abençoe!!

CONTRA QUEM LUTAMOS?


Por Daniel Clós Cesar
Até a Segunda Guerra Mundial, quando os regimes fascistas mostraram-se os “malvados”, todos sabiam quem eram os inimigos. A guerra fria, e muito mais o seu fim, anularam por completo essa idéia dicotômica de bem ou mal.
O mundo cego e incapaz de compreender a Verdade, vê o inimigo em um homem com um alcorão, em um homem beijando outro homem, eu uma mulher abortando, em um traficante de animais ou em um drogado… enfim, vê seus inimigos naquilo que consideram como marginal à sociedade. Ainda que eles mesmos vivam à margem aos olhos de outros.
Acompanhando as tendências, como é peculiar da igreja cristã ocidental, aos poucos fomos perdendo a capacidade de reconhecer o inimigo. Ou ainda pior, copiamos o modelo de identificação de inimigo adotado pelo mundo. Olhamos como o mundo… superficialmente.
Mas a igreja cristã brasileira também tem visto o inimigo dentro da própria igreja. Não em sua própria congregação (às vezes sim). Mas na outra… a que abriu recentemente e está organizando um grande evento para arrebanhar ovelhas de outro pasto. Vê seu inimigo no outro pastor… não o que rouba e adultera (que nem poderia ser chamado pastor), mas no que “prega” com tanto vigor que junta as centenas filiados a outros partidos religiosos (igrejas).
O estado caótico da igreja brasileira só é acobertado pela própria igreja. Que mesmo cheia de pus e pedaços de carne podre pendurados por restos de pele, finge estar tudo em paz. Põe uma atadura suja e chama o próximo paciente da interminável fila.
O apóstolo Paulo escreveu aos irmãos na Galácia o seguinte: “Porque a carne cobiça contra o Espírito, e o Espírito contra a carne; e estes opõem-se um ao outro” (Gl 5.17).
A igreja (que não é Igreja) abandonou o Espírito Santo de Deus. Sobrou apenas a carne e a carne não luta contra ela mesma, o reino de satanás não está dividido contra si mesmo (Mt 12.26). Ela apenas busca outros recursos nela mesma para continuar a praticar tão somente suas obras.
No entanto, se clamassemos pelo Espírito de Deus, este geraria, primeiro em nós, intensa batalha pelas nossas mentes e corpos. Pois opõem-se totalmente as obras do pecado.
O que manteve o equilíbrio entre diferentes sistemas de governo e ideologias durante toda a História, foi a vigorosa oposição exercida por opostos. No momento em que um dos lados cedeu ou deu-se por vencido, a oposição não só deixou de existir, mas o que se seguiu foi o monopólio de um sistema ou ideologia.
A igreja brasileira voltou-se para luta da carne. Com armas da carne. Abandonou ou está apressadamente abandonando as armas espirituais, em parte, porque seus soldados mais novos já não as sabem mais manejar e os velhos estão cansados.
Ao abandonar aquele que se opõe a carne monopolizamos um único sistema. Um único guia para nossas almas. Damos todo poder a carne.
Maranata!

terça-feira, 31 de janeiro de 2012

Dez Razões Para Amar a Verdade


Com todo engano de injustiça aos que perecem, porque não acolheram o amor da verdade para serem salvos. 2 Tessalonicenses 2.10.



             Quando nos aproximamos da Bíblia com essas palavras retinindo em nossos ouvidos, não é surpreendente nem opressivo, e sim emocionante e solene descobrir que a verdade é central. Por quê? Pela simples razão de que Deus é central, e Ele é o fundamento de toda verdade. Eis o que a Bíblia diz. Aprecie isto.

1. A verdade bíblica salva.
“Tem cuidado de ti mesmo e da doutrina. Continua nestes deveres; porque, fazendo assim, salvarás tanto a ti mesmo como aos teus ouvintes” (1 Timóteo 4.16; ver também Atos 20.26-27, 2 Tessalonicenses 2.10).

2. A verdade bíblica liberta de Satanás.
“Conhecereis a verdade, e a verdade vos libertará” (João 8.32; ver também 2 Timóteo 2.24-26).

3. A verdade bíblica transmite graça e paz.
“Graça e paz vos sejam multiplicadas, no pleno conhecimento de Deus e de Jesus, nosso Senhor” (2 Pedro 1.2).

4. A verdade bíblica santifica.
“Santifica-os na verdade; a tua palavra é a verdade” (João 17.17; ver também 2 Pedro 1.3,5,12; 2 Timóteo 3.16-17).

5. A verdade bíblica serve ao amor.
“E também faço esta oração: que o vosso amor aumente mais e mais em pleno conhecimento e toda a percepção” (Filipenses 1.9).

6. A verdade bíblica protege do erro.
“Até que todos cheguemos à unidade da fé e do pleno conhecimento do Filho de Deus, à perfeita varonilidade, à medida da estatura da plenitude de Cristo, para que não mais sejamos como meninos, agitados de um lado para outro e levados ao redor por todo vento de doutrina, pela artimanha dos homens, pela astúcia com que induzem ao erro” (Efésios 4.13-14).

7. A verdade bíblica é a esperança do céu.
“Porque, agora, vemos como em espelho, obscuramente; então, veremos face a face. Agora, conheço em parte; então, conhecerei como também sou conhecido” (1 Coríntios 13.12).

8. A verdade bíblica sofrerá resistência da parte de alguns.
“Pois haverá tempo em que não suportarão a sã doutrina; pelo contrário, cercar-se-ão de mestres segundo as suas próprias cobiças, como que sentindo coceira nos ouvidos” (2 Timóteo 4.3).

9. A verdade bíblica, manejada corretamente, é aprovada por Deus.
“Procura apresentar-te a Deus aprovado, como obreiro que não tem de que se envergonhar, que maneja bem a palavra da verdade” (2 Timóteo 2.15).

10. A verdade bíblica: continue crescendo nela!
“Crescei na graça e no conhecimento de nosso Senhor e Salvador Jesus Cristo” (2 Pedro 3.18).




        “Conhecereis a verdade, e a verdade vos libertará” (João 8.32).


Devocional extraído do livro Provai e Vede, de John Piper.

sexta-feira, 27 de janeiro de 2012

SE JESUS FOSSE CRENTE...


Se Jesus fosse CRENTE, não venceria Satanás pela palavra, por ocasião de sua tentação no deserto, mas teria repreendido, amarrado, mandado ajoalhar, e dito que ele é derrotado, feito uma sessão de descarrego durante 7 terças-feiras, aí sim ele sairia (Mt 4:1-11)

Se Jesus fosse CRENTE, não teria pregado o Sermão da Montanha, mas teria realizado o Grande Congresso Galileu do Avivamento Fogo no Monte, cobraria apenas 250 Dracmas, divididas em 4 vezes sem juros ou em 12 vezes no cartão (Mt 5:1-11)

Se Jesus fosse CRENTE, jamais teria dito, no caso de alguém bater em nossa face, para darmos a outra. Ele certamente teria mandado que pedíssemos fogo consumidor sobre o aggressor, pois  “ai daquele que tocar no ungido do Senhor” (Mt 5:38-42)

Se Jesus fosse CRENTE, não teria curado o servo do centurião de Cafarnaum à distância, ms mandaria levar o tal servo em uma das sua reuniões de milagres e lhe daria uma toalhinha ungida para colocar sobre o servo enfermo durante 7 semanas, aí sim, ele seria curado (Mt 8:5-13)

Se Jesus fosse CRENTE, não teria multiplicado pães e peixes e distribuído de graça ao povo, de jeito nenhum. Antes o pão ou peixe seriam “adquiridos” por uma pequena semente de fé de 50 dracmas, e quem comesse o tal pão ou peixe, milagrosamente seria curado de todas as suas enfermidades (Mt 6:1-15)

Se Jesus fosse CRENTE,  quando os fariseus o pedissem um sinal, certamente ele levantaria as mãos, e delas sairiam vários arco-íris, um esplendor de fogo se formaria em volta dele, que levitaria enquanto anjos cantarolavam : “DIVISA DE FOGO VARÃO DE GUERRA, ELE DESCEU A TERRA, ELE CHEGOU PARA GUERREAR”. Sempre que fosse solicitado repetiria tal performance (Mt 16:1-12)

Se Jesus fosse CRENTE, nunca teria dito para carregarmos a nossa cruz, perdermos nossa vida para ganha-la; mas teria dito que nascemos para vencer e que fazemos parte da geração de conquistadores, e que todos somos predestinados para o sucesso. E no final gritaria : RECEEEEEEBAAAAAA!! (Lc 13:10-17)

Se Jesus fosse CRENTE, de forma alguma teria entrado em Jerusalém montando num jumento, mas teria entrado numa carruagem real toda trabalhada em pedras preciosas, com Pôncio Pilatos, Herodes e a cantora Maria Madalena cantando hinos de vitória e “liberando” a benção sobre Jerusalém. E o povo não o receberia declarando Hosana, mas marchariam atrás da carruagem enquanto os discípulos contariam quantos milhões de pessoas estavam na PRIMEIRA MARCHA PARA JESUS (Mt 21:1-15)

Se Jesus fosse CRENTE, ao curar o leproso (Mc 1:40-45), este não ficaria imediatamente curado, mas durante a semana enquanto ele continuasse crendo, pois se parasse de crer...

Se Jesus fosse CRENTE, não teria expulsado os demônios do gadareno com tanta facilidade. Ele teria realizado um Seminário de Batalha Espiritual, e a partir daí se iniciaria o processo de libertação daquele jovem, incluindo uma completa libertação da s maldições hereditárias que estavam sobre a vida dele (Mc 5:1-20)

Se Jesus fosse CRENTE, o texto seria assim: “MAIS VALE PASSAR UM CAMELO PELO BURACO DA AGULHA DO QUE UM POBRE ENTRAR NO REINO DOS CÉUS” (Mt 19:22-24)

Se Jesus fosse CRENTE, não teria transformado a água em vinho, mas em Guaraná ou Coca-Cola (Jo 2:1-12)

Se Jesus fosse CRENTE, ele teria sim onde recostar a cabeça, pois moraria no bairro onde estavam localizados os palácios mais chiques e teria também um castelo de verão no Egito (Mt 8:20)

Se Jesus fosse CRENTE, Zaqueu seria orientado a não devolver o produto das possíveis defraudações, antes oferecê-los como doação ao Seu ministério (Lc 19:1-10)

Se Jesus fosse CRENTE,  não pregaria nas sinagogas, mas na recém fundada IGREJA DE CRISTO, e Judas, ao traí-lo, não se mataria, mas abriria a IGREJA DE CRISTO RENOVADA.

Se Jesus fosse CRENTE, não diria que no mundo teríamos aflições, mas que teríamos sucesso, honra, vitória, riquezas, prosperidade, honra … (Jo 16:33)

Se Jesus fosse CRENTE, ele seria amigo de Herodes, apoiaria a eleição de Pôncio Pilatos a governador, e só falaria o que os fariseus estavam interessados em ouvir.

Se Jesus fosse CRENTE, certamente não sofreria tanto nem morreria por mim e por você. Ele estaria preocupado com outra coisas. Mas ainda bem que ELE não era CRENTE.

E VOCÊ, É CRENTE? NÃO ESTÁ NA HORA DE REPENSAR O QUE DE FATO É SER CRENTE E SE TORNAR UM CRISTÃO VERDADEIRO?



Extraído do blog do irmão Zilton Alencar!!

quinta-feira, 26 de janeiro de 2012

Sem diálogo não há fé nem amor

Por Maurício Zágari



Vivi recentemente diferentes situações com princípios bem parecidos que me levaram a refletir sobre um mal que assola os nossos dias: a falta de diálogo. Não foi uma, não foram duas vezes, não foram três. Foram muitas situações similares num espaço de tão poucos dias que isso me fez ver que, mais do que uma postura pessoal, há um fenômeno social em andamento. Pessoas tomam decisões unilaterais e apenas comunicam as outras partes envolvidas, pressupondo que o interlocutor sabe todas as suas razões e motivações. Seria apenas mais um entre tantos fenômenos sociais se isso não fosse um tremendo erro do ponto de vista antropológico, que contraria séculos de padrões estabelecidos e que tem adentrado as igrejas e estragado relacionamentos – e, consequentemente, a comunhão sem a qual não existe Igreja.
Na Grécia antiga, a retórica era uma das artes mais apreciadas. Havia aulas sobre como dialogar bem – e convencer. A capacidade de empreender debates e, pela força dos argumentos, mostrar-se certo em determinado ponto era vista como admirável. O filósofo Sócrates foi mestre nisso, com sua “maiêutica socrática” – método de extrair a verdade do interlocutor mediante argumentos bem postos dentro de um diálogo. Mas o que percebo é que nessa era de trevas em que vivemos no século 21, a falta de diálogo está se tornando a tônica. Não se espante de eu usar essa expressão. Mas fato é que o século 21 está se tornando uma era de trevas: todos querem falar, ninguém quer ouvir. Resultado: caos.
No Cristianismo, sem diálogo não existe a fé: eu falo pela oração, Deus responde pela Bíblia. Isso é diálogo. Remova oração ou leitura da Palavra e você tem uma religião capenga, o religare com Deus não acontece. Deus não quer só falar ou só ouvir: Deus quer relacionamento. Pois só o verdadeiro relacionamento gera intimidade entre Criador e criatura. Evita mal-entendidos. Evita heresias. Evita que compreendamos mal o nosso Deus. O cristão não é um cristão se não sabe dialogar, pois ser filho de Deus pressupõe saber pôr em prática essa disciplina espiritual chamada “diálogo”. E Deus tem tanto conhecimento da importância do diálogo que revelou seus pensamentos naquilo que hoje chamamos de Bíblia.
Vivemos uma era individualista. Egocêntrica. Pós-relativista. “Se eu tenho a minha verdade, por que vou perder tempo dialogando, se a sua verdade é diferente?”, diria o pensamento desta época. E esse individualismo gera o mal do egoísmo: eu faço da minha forma e os outros que entendam e se enquadrem no que eu pressuponho. “Eu uso poucas palavras e que se virem para compreender o que se passa na minha cabeça”. Só que, nisso, decisões importantes, que podem mudar rumos de vidas inteiras, são lançadas ralo abaixo. Relacionamentos que tinham tudo para gerar muitos e muitos frutos são assassinados.
E quando falo de diálogo não me refiro a conversas. Há uma sutil diferença. Você pode conversar com alguém apenas falando e esperando a vez de falar de novo enquanto a outra pessoa diz algo. Não se escuta. Não se presta atenção nos argumentos. “Eu entro na conversa, desde que não tenha que mudar de opinião”, vê-se muito por aí. É velado, mas é o que acontece. Só queremos convencer. E a igreja tem vivido isso. Relacionamentos acabam porque casais não dialogam, só querem falar ou fazer as coisas ao seu modo mas não querem ouvir ou ceder. Relacionamentos são estragados porque o parente não entende o que o outro está falando. Casamentos vão por água abaixo porque tem que ser do jeito que um quer e acabou. Amizades são abaladas porque um diz “banana” e o outro compreende “maçã”. Cristãos se desviam da igreja porque o pastor não apresentou as razões de determinada doutrina existir. E aí o que deveria ser uma calma troca de posicionamentos e ideias construtivas vira bate-boca, discussão, não raro com troca de ofensas e argumentos inacreditáveis entre pessoas que se gostam.
Uma das causas dessa falta de diálogo que identifiquei em muitas dessas situações é a pressuposição da “onisciência” alheia. “Eu esperava que você entendesse x quando eu disse y”, dizem. Como? Telepatia? Não é assim que se dialoga. Se você quer tomar decisões que envolvam outros, nunca pressuponha que ele vai conseguir ler todas as suas entrelinhas. É desumano fazer isso. Principalmente se você diz coisas como “estou tomando essa atitude mas você nunca compreenderia”. Como você pode saber? Num dos casos que vivi, quando a pessoa me explicou eu entendi tudo. Então como não entenderia antes? Pior: todos os argumentos dela faziam todo sentido do mundo e eu teria concordado com tudo caso fosse inicialmente exposto em forma de… diálogo. Teríamos trocado ideias e estabelecido bases como dois adultos que se respeitam e se gostam, com alegria e um sorriso no rosto. Pronto, resolvido, todos sairiam felizes e realizados. Mas não. Chegou em forma de imposição de ideias e todas as coisas maravilhosas que poderiam ter surgido desse diálogo foram atiradas no lixo por esse equívoco banal. Que lástima.
Outro fenômeno comum é tomar decisões sem ponderar com o outro ou com outros antes. “Na multidão de conselhos reside a sabedoria”, diz a Biblia. No entanto, nesta era individualista, queremos tomar nossas próprias decisões e apenas comunicar. Não chamamos o outro, não pedimos opinião, falamos o que queremos mas sem disposição de ouvir o que não queremos. Não estamos preparados para isso. É a época da comida a quilo: não quero ninguém me dizendo o que pôr no meu prato. O resultado? Confusão, desentendimento, atritos, ofensas… tudo fruto da falta de diálogo causada por decisões unilaterais.
Irmão, irmã, vivemos em comunidade. Vivemos em familia. Vivemos em relacionamentos amorosos a dois. Vivemos em ambientes de trabalho onde equipes trabalham juntas. Vivemos em igreja. Vivemos com amigos. E a experiência mostra que em ambientes ditatoriais, onde não há conselheiros, onde não se expõe uma ideia para ser debatida e discutida pelas partes envolvidas, geralmente os erros são homéricos. O Presidente não toma decisões sozinho. Ele tem uma equipe com quem se aconselha, pondera, ouve, fala… dialoga. Porque há muito em jogo e ele sabe disso.
Quer que seu namoro dê certo? Não tome decisões e depois “comunique”. Antes, dialogue, exponha sua visão, pondere, ouça o outro. Leve em conta a visão dos envolvidos como tão importante como a sua (e às vezes até mais). Quer que seu casamento dê certo? Antes de definir como serão certas coisas, dialogue com o cônjuge e, dependendo da extensão da questão, com os filhos. Quer que sua amizade dê certo? Não se imponha com suas visões e opiniões, mas ouça o que o outro tem a dizer. Mas não é o que vem acontecendo. No calor da tomada de decisões o indivídulo pós-relativista toma sua decisão e “informa” os demais envolvidos. Não há espaço para ponderação. Não há espaço para humanidade. Há uma bomba jogada no colo. E que se vire quem a recebeu.
Meu irmão, minha irmã, seres humanos não são oniscientes. Você quer que eles entendam o que você pensa? DIALOGUE com eles. Não pressuponha que eles vão te compreender por serem pessoas “sensíveis” ou o que for. Ninguém vai saber o que você pensa, quais são suas razões e motivações, quais são os seus projetos e planos… se você não fala. Veja você que coisa simples. Basta falar. Expôr. Apresentar ideias. Ouvir as ponderações. O filósofo Hegel nos ensinou isso com sua dialética: apresenta-se uma tese, OUVE-SE uma antítese e assim se chega a uma síntese. Mas, pelo visto, a dialética hegeliana está ficando fora de moda e estamos voltando à idade dos césares, em que um decide e os outros abaixam a cabeça – não importa que motivos, razões, raciocínios, caminhos ou ideias foram levados em conta para se tomar a decisão.
“Eu decidi Z e tome Z na sua cabeça!”. “Mas… peraí… e como você chegou até Z e me impõe Z se eu não conversei sobre o A, sobre o B, sobre o C… você já chega com o Z e quer que eu entenda como você chegou até aí? Isso é no mínimo injusto, pois não me foi dada a oportunidade de dialogar de A até Y”. Eu, por exemplo, escrevo livros. Mas nunca os entrego à editora sem ter pedido que pelo menos 4 ou 5 pessoas o leiam e me passem opiniões – e a experiência mostra que isso afeta muito positivamente o resultado final. Detalhe: faço isso ANTES do livro ser lançado. Depois… o que adiantaria?
Estou mal com esse fenômeno. Tenho visto isso ocorrer com muita frequência. As pessoas estão desaprendendo a dialogar. Como disse Chaplin, estamos nos tornando cada vez mais desumanizados e  individualistas. Nos tornamos como máquinas, que apenas emitem tickets e o cliente que o recolha. E não queremos ouvir os outros. Queremos que eles nos entendam sem que lhes digamos nada. E, e-vi-den-te-men-te, o outro entenderá do jeito que quiser, pois para cada imposição há milhões de interpretações. A respeito de motivações, de raciocínios, de planos. É uma tremenda injustiça esperar a onisciência alheia. Ninguém tem a obrigação de saber nada se não dialogamos antes. E se impomos algo, a responsabilidade é nossa e não de quem não nos compreendeu.
Nas igrejas, esse fenômeno provoca êxodos. Gera desviados. Espera-se de você algo que nunca te foi dito. Que nunca te foi explicado. Que nunca foi ponderado. Que você nunca teve a chance de perguntar por que é desse modo. E o que acontece? O óbvio: a pessoa pula fora, por uma única razão: não entendeu. Não houve diálogo. A liderança não explicou. Os membros mais antigos não explicaram. Ninguém quis saber de explicar. Apenas se impõem ideias e conclusões. E isso não é cristão.
Veja as bem-aventuranças. Sempre existe um “pois” em cada uma delas. Ou seja, uma explicação, uma justificativa. “Bem aventurados os que choram”. Que coisa bizarra! Como assim? “Bem-aventurado” significa “feliz”, como podem ser felizes os que choram, que contrassenso!? Mas aí vem a explicação, o diálogo: “POIS… serão consolados”. “Aaaaaahhhh!!! Agora eu entendi! Existe uma explicação, existe um ‘pois’. E agora que ficou claro podemos dialogar e chegar juntos a essa conclusão”.
O diálogo torna tudo mais humano, mais honesto, mais cristão. Sem diálogo não há amor. Quem impõe sem dialogar antes exerce a tirania. E a tirania tira de quem a promove o direito de julgar a reação de quem apenas recebeu a informação final e foi excluído dos diálogos – daí as sublevações históricas e as revoluções contra governos tirânicos. Lição que aprendi em meu primeiro dia na faculdade de Jornalismo: “Comunicação não é o que se fala, é o que se entende”. No entanto, estamos entendendo tudo errado. E por quê? Porque se fala mal. Não se explica. Não se dialoga.
Meu irmão, minha irmã, se você percebe que está se relacionando com o próximo sem o diálogo correto, conserte isso. Nunca é tarde demais. Você pode evitar assim que, no futuro, Deus tenha de te ensinar a dialogar. E sabe como Ele fará isso? Mostrando a você o que sofre aquele que é alvo da sua falta de diálogo ao simplesmente impor decisões a você. E se Ele resolver te disciplinar dessa forma, você se juntará aos milhares que vemos pelas igrejas se lamuriando pelos cantos e chorando: “Por quê, Senhor, por quê???”. E o Onisciente permanece em silêncio, sem responder a esse clamor. Pois o que Ele está fazendo com os tais é basicamente lhes ensinar como sofre quem recebeu imposições sem resposta. Está ensinando a importância de expôr as razões e as motivações que levam alguém a tomar esta ou aquela decisão dialogando com o próximo. Pois, quando você impõe uma decisão que foi tomada sem diálogo, o pobre e pasmo interlocutor fica se perguntando em meio a sofrimentos: “Por quê? Por quê?”. E interessa a Deus que Seus filhos aprendam a não fazer isso – pois machuca e é uma maldade.
Razões são importantes em relacionamentos. Motivações são importantes em relacionamentos. Objetivos são importantes em relacionamentos. Métodos são importantes em relacionamentos. Diálogos… ah, esses são imprescindíveis. E são uma gigantesca prova de amor daqueles que se importam com você.
Paz a todos vocês que estão em Cristo.